Não foi apenas a localidade de Tifa Theilacker (nome de banda!), em Jaraguá do Sul, que tremeu na segunda-feira. Na vizinha Guaramirim, mais precisamente na rua João Sotter Correa, próximo ao campo do Amizade, o Curupira voltou a se mexer e entrou em erupção.
Mesmo sem a chuva dar trégua, o lendário cuspiu larvas de rock e provou o quanto é importante para a região, Estado e Brasil. Afinal de contas, não é qualquer lugar que abre espaço para a música independente que atinge 18 anos de existência.
A “reabertura” teve dois ilustres convidados: Wander Wildner e Fly-x. A última voltou a se apresentar em casa após dois anos e fez um dos melhores shows da carreira - lançamento do disco Despertar, conforme destacou o baterista Kelson Mendes, em relato publicado no blog Orelhada, do jornalista Rubens Herbst, de A Notícia.
Mas, não foi só isso, Kelson adiantou que o público foi de aproximadamente 500 pessoas, segundo dados da Nereu in Rock Produções – organizadora do show. Também afirmou que o vídeo abaixo de Wander Wildner mostra o clima do evento em que o gaúcho lançou o álbum Aventuras de um punkbrega. Metade da apresentação teve o acompanhamento da banda Da Caverna, de Florianópolis.
quarta-feira, 31 de março de 2010
sábado, 13 de março de 2010
Sufoco na serra - Nofx em Curitiba
Crédito: Bruna Mattos/Divulgação

The longest line
Até quinta-feira (04), havia seis pessoas confirmadas na excursão para o show do Nofx em Curitiba. No sábado, o número aumentou, mas não ao ponto de ocupar todos os assentos. No domingo – o grande dia –, a ideia era lotar a van. O problema é que 17 pessoas estavam em frente ao Posto Enxaimel, às 18h, local de saída do translado.
O jeito foi colocar 13 passageiros na van e quatro se deslocarem de carro. Após abastecimento do automóvel, Ronan do Amaral, Marcelo Cardozo, Hélio de Sousa e Willian Giesel seguiram em direção a Curitiba – mal sabiam que o pior estava por vir.
Após algumas conversas, chegaram ao primeiro pedágio, em Garuva. Feita a primeira parada, a trilha interna do quarteto era basicamente o rock dos anos 90. O movimento de veículos estava em segundo plano, mas, no fim das contas, todos queriam subir. Porém, próximo ao alto da serra havia uma barreira que deixou o trânsito em meia pista.
O sufoco começou e quando alguém ligou para Willian veio a pérola: “Estamos no quilômetro meia, meia, meia.” Infelizmente era verdade e o número da besta foi um aviso. Havia muitos caminhões, ônibus e carros. O volume provocou engarrafamento. No entanto, o tráfego andava lentamente.
Crédito: Bruna Mattos/Divulgação

Drugs are good
O relógio se apressava e o nervosismo também – Willian e Marcelo fumavam um cigarro atrás do outro. Enquanto isso, o trânsito permanecia caótico e, à frente, a fila encontrava o horizonte – as luzes no escuro lembravam uma árvore de Natal. De repente, Willian fez algumas ligações e Hélio lembrou de uma informação obtida em Joinville: “O Azedo (Guilherme) disse no ‘msn’ que a casa abriria às 20 horas e o show começaria às 23 horas”.
Continuaram rodando e depois de percorrer 6 km que pareciam 100 km – comparação de Marcelo –, a angústia estava terminando, mas, o tanque de combustível entrou na reserva. Felizmente, o primeiro posto de gasolina estava há 1.000 m e Willian conseguiu chegar até o local.
Durante o abastecimento, Ronan e Hélio foram à conveniência comprar suprimentos. O problema é que a seção estava abarrotada e mais parecia uma praça de alimentação de shopping. Aliás, o dono (gerente) se aproveitou da situação e tirou o preço dos produtos. Pasmem, um Doritos custava R$ 6,90. O preço gerou um pergunta irônica de um paranaense ao atendente: “É facada ou assalto à mão armada?”
Mal deu tempo de pagar e Willian os aguardava para pisar fundo, pois era 21h30. Klaus Franz - estava na van - recebeu uma informação de que a apresentação começaria às 22h30. Ainda bem que o motorista da lotação, sr. Oscar, ‘sentoulêopáu’ e o corsa preto conseguiu acompanhar a velocidade.
Para a felicidade dos 17, sr. Oscar, conhecia Curitiba e pegou uns atalhos. Depois de algumas costuradas e bifurcações, saíram atrás do Curitiba Master Hall. A essa altura, só Ronan tinha o quilo de alimento não-perecível.
Colocaram os moletons – é sempre bom levar casaco e touca para Curitiba, independente da estação. Willian ficou para trás, enquanto o trio caminhava a passos largos até entrada do complexo. O curioso é que não tinha filas, restaram apenas os ambulantes vendendo ingresso e quilo de alimento não-perecível.
Pausa para uma revista rápida e, em seguida, o aviso do segurança: “Ingresso na mão!” Pronto, estavam prestes a entrar no ‘punk rock show’.

The longest line
Até quinta-feira (04), havia seis pessoas confirmadas na excursão para o show do Nofx em Curitiba. No sábado, o número aumentou, mas não ao ponto de ocupar todos os assentos. No domingo – o grande dia –, a ideia era lotar a van. O problema é que 17 pessoas estavam em frente ao Posto Enxaimel, às 18h, local de saída do translado.
O jeito foi colocar 13 passageiros na van e quatro se deslocarem de carro. Após abastecimento do automóvel, Ronan do Amaral, Marcelo Cardozo, Hélio de Sousa e Willian Giesel seguiram em direção a Curitiba – mal sabiam que o pior estava por vir.
Após algumas conversas, chegaram ao primeiro pedágio, em Garuva. Feita a primeira parada, a trilha interna do quarteto era basicamente o rock dos anos 90. O movimento de veículos estava em segundo plano, mas, no fim das contas, todos queriam subir. Porém, próximo ao alto da serra havia uma barreira que deixou o trânsito em meia pista.
O sufoco começou e quando alguém ligou para Willian veio a pérola: “Estamos no quilômetro meia, meia, meia.” Infelizmente era verdade e o número da besta foi um aviso. Havia muitos caminhões, ônibus e carros. O volume provocou engarrafamento. No entanto, o tráfego andava lentamente.
Crédito: Bruna Mattos/Divulgação

Drugs are good
O relógio se apressava e o nervosismo também – Willian e Marcelo fumavam um cigarro atrás do outro. Enquanto isso, o trânsito permanecia caótico e, à frente, a fila encontrava o horizonte – as luzes no escuro lembravam uma árvore de Natal. De repente, Willian fez algumas ligações e Hélio lembrou de uma informação obtida em Joinville: “O Azedo (Guilherme) disse no ‘msn’ que a casa abriria às 20 horas e o show começaria às 23 horas”.
Continuaram rodando e depois de percorrer 6 km que pareciam 100 km – comparação de Marcelo –, a angústia estava terminando, mas, o tanque de combustível entrou na reserva. Felizmente, o primeiro posto de gasolina estava há 1.000 m e Willian conseguiu chegar até o local.
Durante o abastecimento, Ronan e Hélio foram à conveniência comprar suprimentos. O problema é que a seção estava abarrotada e mais parecia uma praça de alimentação de shopping. Aliás, o dono (gerente) se aproveitou da situação e tirou o preço dos produtos. Pasmem, um Doritos custava R$ 6,90. O preço gerou um pergunta irônica de um paranaense ao atendente: “É facada ou assalto à mão armada?”
Mal deu tempo de pagar e Willian os aguardava para pisar fundo, pois era 21h30. Klaus Franz - estava na van - recebeu uma informação de que a apresentação começaria às 22h30. Ainda bem que o motorista da lotação, sr. Oscar, ‘sentoulêopáu’ e o corsa preto conseguiu acompanhar a velocidade.
Para a felicidade dos 17, sr. Oscar, conhecia Curitiba e pegou uns atalhos. Depois de algumas costuradas e bifurcações, saíram atrás do Curitiba Master Hall. A essa altura, só Ronan tinha o quilo de alimento não-perecível.
Colocaram os moletons – é sempre bom levar casaco e touca para Curitiba, independente da estação. Willian ficou para trás, enquanto o trio caminhava a passos largos até entrada do complexo. O curioso é que não tinha filas, restaram apenas os ambulantes vendendo ingresso e quilo de alimento não-perecível.
Pausa para uma revista rápida e, em seguida, o aviso do segurança: “Ingresso na mão!” Pronto, estavam prestes a entrar no ‘punk rock show’.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Dois shows na praia

Dois shows na praia. Assim será o fim de semana da banda Cigarrete Burning em Barra do Sul. O primeiro show acontece na sexta-feira (12), no Sweel Surf Bar – anexo ao restaurante do Chico –, bairro Salinas. No sábado (13), a apresentação se repete no mesmo local.
A banda é formada por Rafael Joe (guitarra, violão e voz) e Juninho (Bateria, guitarra e voz). Além de repertório próprio, a dupla também toca covers, entre eles, clássicos do Nirvana, The Beatles e Mutantes.
Fim de semana rockabilly


Fim de semana de rockabilly no Don Rock . É o Festival Join Billy. Na sexta-feira (12), a atração é a banda curitibana CWBilly’s, que também agrega o bom e velho rock n’ roll, só que de forma envenenada, estilo uma chevy 54 ou um hot rod.
No sábado (13), o evento continua com o clássico grupo Ovos Presley, também de Curitiba. O público será brindado com muito psychobilly, rock e punk. Durante o festival, as pick-ups serão comandadas pelo DJ Marcios.
Homens pagam R$ 12,00, e mulheres R$ 8,00 – as 50 primeiras entram gratuitamente até a meia-noite. A Casa abre às 23h. Mais informações: 9158-0058.
terça-feira, 9 de março de 2010
Lembrando os anos 2000
Oito de maio de 2004 foi uma data inesquecível para Os Carademarte. Na ocasião, a banda tocou com as bandas Hellnation (EUA), Vivisick (Japão) e Mukeka di Rato (ES) – umas das principais influências do grupo –, além da também joinvilense Graduação Alcoólica.
A turnê composta por americanos, japoneses e brasileiros foi batizada de “Um bando de filhos da puta” e Joinville foi a única cidade de Santa Catarina que esteve na rota da “desgraça”. O motivo era especial, já que a Primitive estava comemorando o 5º aniversário. O local também não ficou por menos, pois se tratava do lendário Garage Bar – o Curupira Rock Club joinvilense – e aproximadamente 400 pessoas estiveram presentes no local.
Já foi escrito sobre esse evento aqui e, na época, a ideia era recordar as apresentações do Mukeka di Rato na cidade. Porém, dessa vez o resgate acontece em virtude da disponibilização das imagens do show d’Os Carademarte no You Tube. O vídeo foi filmado por Isabela Boettcher. Assista abaixo o registro:
Nois no Mangue/Romantismo e Safadeza:
Enclausurado:
Elástico:
Anestesia:
Labirinto:
Cachaça:
Rasgar:
Aposentado:
Espírito de porco/Quero sua morte:
Amor Bizarro:
Querida:
A turnê composta por americanos, japoneses e brasileiros foi batizada de “Um bando de filhos da puta” e Joinville foi a única cidade de Santa Catarina que esteve na rota da “desgraça”. O motivo era especial, já que a Primitive estava comemorando o 5º aniversário. O local também não ficou por menos, pois se tratava do lendário Garage Bar – o Curupira Rock Club joinvilense – e aproximadamente 400 pessoas estiveram presentes no local.
Já foi escrito sobre esse evento aqui e, na época, a ideia era recordar as apresentações do Mukeka di Rato na cidade. Porém, dessa vez o resgate acontece em virtude da disponibilização das imagens do show d’Os Carademarte no You Tube. O vídeo foi filmado por Isabela Boettcher. Assista abaixo o registro:
Nois no Mangue/Romantismo e Safadeza:
Enclausurado:
Elástico:
Anestesia:
Labirinto:
Cachaça:
Rasgar:
Aposentado:
Espírito de porco/Quero sua morte:
Amor Bizarro:
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