segunda-feira, 5 de abril de 2010

Noite de barulho e pop



A primeira “Noise Night Pop” acontece no sábado (10), no Don Rock, com a apresentação das bandas Bela Infanta, de Joinvulle, e Transmission, de Porto Alegre. Além dos shows, o DJ Sergio, da Atômica Producões, comanda as pick-ups e solta para o público clássicos do indie rock, dreampop e shoegaze.

Os trabalhos começam às 23 horas. Homens pagam R$ 12,00, e mulheres, R$ 8,00 – as cinqüenta primeiras não pagam ingresso até a meia-noite. O Don Rock fica na rua Visconde de Taunay, 206, Centro. Mais informações: 9158-0058.

Promessa é dívida



A chuva no início de janeiro adiou o “fim de tarde astral” no Lanai Beach Club, em São Francisco do Sul. Na ocasião, as bandas Cultura Monstro, e Tarrafa Elétrica, de Itajaí, se apresentariam no local.

Conforme prometido na época, a organização remarcou o show para o sábado (10), no União Palmeiras (rua Jaraguá, 725, América), com apenas uma mudança: o Cultura Monstro cede lugar ao Manifesto de Vida. Já o Tarrafa Elétrica permanece e retorna a Joinville para mostrar o “som peixeiro”. O grupo praticamente toca em casa, pois já se apresentou no União Palmeiras.

O encontro entre as bandas foi batizado pela organização de “Nas ondas da música”. A primeira banda sobe ao palco às 17h e o ingresso custa R$ 10,00.

Haja cabeça para chacoalhar



Em julho do ano passado, o Bandanos (SP) se apresentou em Joinville ao lado dos suecos do Dr. Living Dead . Na época, o show foi realizado em um domingo na Sociedade XV Diana e o baile da terceira idade teve de ser “transferido”.

Nove meses depois da ótima apresentação, o thrash metal do Bandanos retorna à cidade para tocar em um local que já foi reduto de pagode e, hoje em dia, abre espaço apenas para o rock – com algumas exceções para o reggae –, o Moinho, na rua São Paulo – próximo a Cipla.

Ao invés dos escandinavos do Dr. Living Dead, o Bandanos terão a companhia do Jackhammer, grupo paulistano que segue a mesma linha dos co-irmãos. Do lado das bandas locais, a escalação se repete com o grind do Flesh Grinder e o thrash metal do Praga, além de uma novidade, o Mad Attack, que segue o estilo dos outros grupos participantes.

O evento acontece no sábado (10), a partir das 21h. A noite foi batizada de “Massacre, Headbangers Onslaught” e a cuba é livre por 1 hora - haja cabeça para chacoalhar. O ingresso antecipado custa R$ 8,00 e o bilhete pode ser adquirido na Rock Total Discos. Na hora, o valor aumenta para R$ 10,00.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Encontro histórico

Debate na UFSC apontou rumos para a música independente de Santa Catarina

Carlos de Aquino/Estudio Full Gas/Divulgação

Teatro da UFSC foi sede do Rumos Música, do Itaú Cultural.

Carlos de Aquino/Estudio Full Gas/Divulgação

Coletivos de rock, jazz e choro da capital e interior estavam presentes.

Encontro histórico. A frase resume o que aconteceu na última quinta e sexta-feira, no Teatro da UFSC, bairro Trindade, em Florianópolis. O local foi sede do “Rumos Música”, do Itaú Cultural. A iniciativa tem por objetivo fazer “uma cartografia da produção musical” no Brasil.

Em Santa Catarina, o debate foi pautado na aproximação e articulação dos coletivos – independente do estilo musical. A ideia é buscar recursos para circulação e consolidação de uma cena estadual.

Na quinta-feira, os trabalhos foram abertos com a apresentação de dois vídeos desenvolvidos pelo Itaú Cultural. Na sequência, o assunto foi “Circulação Regional”. O debate contou com a presença de Dedé Ribeiro (RS), Beth Moura (PR) e Guilherme Zimmer (SC). Cada um relatou a situação em seu Estado, enquanto Edson Natale, do Itaú Cultural, fez a mediação. Para finalizar, o tema “Difusão” foi a pauta e a discussão envolveu Marcos Espíndola (SC), Abonico Ricardo Smith (PR) e Fabiane Tomaselli (SC). O mediador foi Israel do Vale.

Carlos de Aquino/Estudio Full Gas/Divulgação

Beth Moura (E), Dedé Ribeiro, Edson Natale e Guilherme Zimmer.

Carlos de Aquino/Estudio Full Gas/Divulgação

Beth Moura, Dedé Ribeiro, Edson Natale (C) e Guilherme Zimmer.

Carlos de Aquino/Estudio Full Gas/Divulgação

Marcos Espíndola (E), Israel do Vale, Abonico Smith e Fabiane Tomaselli.

Na sexta-feira, a conversa iniciou com o “Laboratório de experiências e ações inovadoras” por meio das “Redes Associativas na Nova Ordem Digital”. A mesa foi composta pelo representante do Espaço Cubo e Circuito Fora do Eixo, Pablo Capilé; do Movimento Música Para Baixar, Jean Mafra, e do SConectada, Guilherme Zimmer.

Zimmer explicou que o SConectada pretende criar uma rede associativa catarinense de música – circulação, capacitação e apoio a projetos. “Mapeamos catorze cidades do Estado onde existe uma cena”, diz. “Esses grupos se reúnem informalmente.” Para ele, é inadmissível Santa Catarina não ter uma cena sólida, já que o Estado é rico e o PIB é igual ao do Chile. “Temos inveja e admiramos o Norte, Nordeste e o Centro-Oeste pela mobilização em relação à música independente.”

Carlos de Aquino/Estudio Full Gas/Divulgação

Zimmer, do SConectada.

Segundo o integrante do Música Para Baixar, Jean Mafra, a entidade é mal vista pela indústria fonográfica. “Não somos a favor de disponibilizar a música de qualquer jeito, sem direito autoral”, explicou. “Queremos discutir a venda e a circulação no novo milênio.”

Carlos de Aquino/Estudio Full Gas/Divulgação

Jean Mafra, do Música Para Baixar.

O terceiro a falar foi o representante do Espaço Cubo e Circuito Fora do Eixo, Pablo Capilé. De acordo com ele, a dificuldade é transformada em oportunidade. “Tem gente que acha que na cidade dele é impossível. Chora demais”, ironizou. “Até dar certo teu parceiro é o vermelho”.

Capilé explicou como foi processo no Mato Grosso em 2001. “O governador não entendia nada de cultura, o investimento era em agricultura”, comentou. Na sequência, mostrou como foi a bem sucedida criação do Espaço Cubo – no início se chamava Cubo Mágico. E, conforme a necessidade local, os idealizadores elaboravam iniciativas como, Cubo de Ensaio, Eventos, Comunicação, Gravação, Distribuição e assim por diante.

Além do Espaço Cubo e suas ações, Capilé mostrou a força do Circuito Fora do Eixo que está presente em 23 Estados do Brasil. Também não esqueceu da abrangência da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) que agrega 40 festivais.

Carlos de Aquino/Estudio Full Gas/Divulgação

Pablo Capilé, do Espaço Cubo e Circuito Fora do Eixo.

Carlos de Aquino/Estudio Full Gas/Divulgação

Pablo Capilé explica as ações do Espaço Cubo e Circuito Fora do Eixo.

Antes de encerrar o encontro, foi debatido as “Cooperativas de Música: A experiência de São Paulo, com 1.500 associados”. A ação foi explanada por Carlos Zimbher e Janine Durand. O andamento da conversa ficou a cargo de Israel do Vale.

Despedida do Verão



A despedida do verão no bar Praia Grande, em São Francisco do Sul, acontece na sexta-feira (2), com o show das bandas Manifesto de Vida e V.O. A última continua divulgando o disco de estreia, intitulado Em meio a 6 bilhões. Além dos grupos, a festa contará com o DJ LP nas pick-ups.

A primeira banda abre os tralhados às 23h30. Homens pagam R$ 10,00, e mulheres, R$ 5,00. A censura é de 18 anos. O bar Praia Grande fica em frente às pedras – ao lado do antigo bar do Mario.